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Écrit par Aurélie   
24-11-2009

 

Trajectoires de jeunesses :

Quêtes identitaires et mobilisations dans les Amériques




Période difficile à borner chronologiquement, la jeunesse est un temps de la vie biographique d’un individu. Mais elle est aussi souvent pensée comme une classe sociale englobant ceux que l’on nomme « les jeunes » dans un tout indéterminé, masquant les disparités. La phase transitoire que constitue la jeunesse est une période de construction identitaire s’appuyant sur l’opposition et la navigation entre les catégories et les normes de la société. Ce temps intermédiaire entre l’âge de l’enfance et l’âge adulte est l’espace pendant lequel les jeunes individus doivent consolider une identité de soi, trouver une place dans l’espace social, et cela à travers différentes expériences.

Sujets de consommation privilégiés, producteurs de cultures juvéniles et de groupes de style, cibles de la plupart des politiques publiques, les jeunes et ce temps biographique aux frontières diffuses qu’est la jeunesse ont acquis de nos jours une importance singulière. Cependant, tout en étant valorisés en tant que sujets de tous les potentiels, les jeunes font aussi l’objet d’une forte stigmatisation qui les présente comme nécessairement révoltés, acteurs principaux de la violence et victimes de la précarité.

Pour cet appel à communication, nous avons choisi d’utiliser le terme jeunesses plutôt que jeunes et de le mettre au pluriel afin de susciter des réflexions sur des mouvements collectifs, ou tout du moins s’inscrivant dans une perspective plus globale, plus sociale que personnelle. Le pluriel se justifie également par les multiples acceptions que peut recouvrir le terme, notamment en ce qui concerne l’âge, la définition de ses caractéristiques et le cadre culturel, historique, territorial, linguistique et politique dans lequel il se construit.

Dans ce numéro, nous cherchons à susciter une réflexion sur les jeunesses et leurs formes de mobilisation. Celles-ci peuvent être avérées, revendiquées, institutionnalisées ou non, relever du domaine politique ou se rapporter à des dimensions ludiques, sportives ou de loisir, croiser d’autres catégories comme l’ethnicité, le genre, la classe sociale ou professionnelle.

Afin de mieux saisir les modes d’action de ces acteurs multiples, nous proposons trois axes d’analyse.

•    Un premier axe se concentre sur les modes d’affirmation identitaire de la jeunesse : Par quelles étapes ? Avec quels symboles ? Par rapport à quels groupes les jeunes se constituent en sujet collectif ?
•    Un deuxième axe porte sur les relations intergénérationnelles, les représentations réciproques des jeunes et des adultes.
•    Nous souhaitons enfin aborder la question du rôle social des mobilisations juvéniles : Se fondent-elles nécessairement sur un rejet de la société ? Sont-elles portées par un projet alternatif? Ou veillent-elles à perpétuer un certain ordre social ?

Ces questions peuvent être abordées dans le temps et l’espace, d’un point de vue sociologique, anthropologique, historique, géographique, politique et économique. Les articles peuvent concerner par exemple l’étude des politiques publiques, des grèves et manifestations étudiantes dans les Amériques, des stratégies de groupes ethniques, des mouvements skinheads, des jeunes religieux, des enfants soldats, des jeunes féministes... Cette liste n’est pas exhaustive et nous serons ouvertes à toute proposition présentant une réflexion innovante croisant les notions de jeunesses et de mobilisation. Nous valoriserons particulièrement les articles comprenant une démarche empirique (ethnographie, enquête de terrain) ainsi que ceux  comparatistes dans le temps et/ou dans l’espace.

Nous demandons aux auteurs qui répondent à cet appel à contribution de postuler pour l’une des rubriques de Thema (Dossier, Trait d’Union ou Rencontre) et de nous indiquer leur institution de rattachement ainsi que leur niveau académique.

Nous vous rappelons également que vous pouvez nous proposer des articles hors thématique pour chacune des parties de la revue : Notes de recherche, Résumé de mémoire ou de thèse, Regards.

Nous recevrons vos propositions de contribution (une page) jusqu’au 15 décembre 2009 à l’adresse Cet e-mail est protégé contre les robots collecteurs de mails, votre navigateur doit accepter le Javascript pour le voir . Les auteurs sélectionnés seront informés fin décembre et ils devront fournir leur article pour début mars. Le Comité de lecture évaluera ensuite leur texte qui pourra être refusé ou accepté avec ou sans modifications. Le numéro 4 sera publié en septembre 2010.






Trajetórias de juventudes :

Caminhos da identidade e mobilizações nas Américas.



Período difícil a ser delimitada cronologicamente, a juventude pode ser compreendida como um momento da vida biográfica de uma pessoa. Frequentemente, porém, é também pensada como uma classe social que engloba nos “jovens” um todo indeterminado, mascarando as disparidades. A fase transitória que constitui a juventude é um período de construção da identidade, que se apóia sobre a oposição e a navegação dentro das categorias e normas da sociedade. Este tempo intermediário entre a idade da infância e a idade adulta é o espaço durante o qual os jovens indivíduos, através de varias experiências, devem consolidar uma identidade de si e encontrar um lugar no espaço social.   

Sujeitos de consumo privilegiados, produtores de culturas juvenis e de grupos de estilo, alvos da maioria das políticas publicas, os jovens e a juventude de maneira geral têm adquirido, nos nossos dias, uma importância particular. No entanto, enquanto os jovens são valorizados como sujeitos de todas as potencialidades, eles são também o objeto de uma discriminação forte: eles seriam necessariamente revoltados, atores principais da violência e vitimas da precariedade.  

Para esta chamada para publicação, escolhemos usar a palavra juventude em vez de jovens e de tomar a palavra na forma plural a fim de suscitar reflexões sobre os movimentos coletivos, mais sociais do que individuais. O plural tem uma outra justificativa: a palavra juventude pode ter múltiplas interpretações no sentido da idade e de suas características maiores, e variáveis segundo o ambiente cultural, histórico, territorial e político no qual a palavra é usada.   

Neste número, procuramos refletir sobre as juventudes e suas formas de mobilização. Essas mobilizações podem ser reivindicadas, institucionalizadas ou não, relevar o campo político ou ter uma dimensão lúdica, desportiva ou de lazer, cruzar outras categorias como a da etnia, de gênero, de classe social ou professional.   

No objetivo de compreender os modos de ação desses atores múltiplos, nós propusemos três eixos de analise.
•    O primeiro eixo concentra-se sobre os modos de afirmação da identidade dos jovens: por meio de quais etapas? Com quais símbolos? Em relação com que grupos, os jovens constituem-se em sujeito coletivo?
•    O segundo eixo tem por assunto as relações inter-geracionais, as representações recíprocas dos jovens e dos adultos.
•    No terceiro eixo, nós queremos, por fim, encarar o problema do papel social das mobilizações juvenis: baseiam-se elas necessariamente em uma rejeição da sociedade? São elas levadas por um projeto alternativo? Ou, ao contrario, contribuem para a perpetuação de uma certa ordem social?  

Essas perguntas podem ser abordadas no tempo e no espaço, sob um ponto de vista sociológico, antropológico, histórico, geográfico, político e econômico. Os assuntos dos artigos podem ser, por exemplo: o estudo de políticas publicas, de greves e manifestações estudantis, das estratégias de grupos étnicos, de movimentos skinheads, de jovens religiosos, de crianças soldados, de jovens feministas... Esses temas não são exaustivos e o Comitê será aberto a toda proposição inovadora cruzando as noções de juventudes e de mobilização. Daremos prioridade aos textos que propõem uma reflexão crítica a partir de um estudo de caso concreto, a fim de combinar aproximações teóricas e empíricas. As análises comparativas no tempo e/ou no espaço (eventualmente Sul/Sul) e as propostas interdisciplinares serão valorizadas.       

Perguntamos aos autores que querem responder a esta chamada para publicação de indicar a rubrica de Tema selecionada (Dossier – Dossiê, Trait d’union – Hífen, ou Rencontres – Encontros), a sua instituição e o seu nível acadêmico.

Queremos também lembrá-los da possibilidade de propor uma artigo fora da temática para cada uma dessas secções da revista: notes de recherche – Working Paper, Resumé de mémoire ou de thèse – Resumo de mestrado ou doutorado, Regards sur les Amériques – Olhares sobre as Américas.
   
Esperamos uma proposta do seu futuro artigo (um resumo de no máximo uma página) até o 15 de dezembro, no endereço seguinte Cet e-mail est protégé contre les robots collecteurs de mails, votre navigateur doit accepter le Javascript pour le voir . Uma resposta será divulgada no fim de dezembro. Os autores selecionados deverão enviar seu artigo até ao inicio de março. Um comitê consultivo será encarregado de analisar e aceitar ou recusar os artigos. A publicação é prevista para o setembro de 2010.





Trayectorias juveniles :

Búsquedas identitarias y mobilización en las Américas



La juventud es un tiempo biográfico en la vida del individuo  difícil a delimitar cronológicamente. Con frecuencia, esta se piensa como una clase social que engloba a quienes llamamos los jóvenes en un todo indeterminado, sin tomar en cuenta las desigualdades que se generan dentro de ella. Hoy parece claro que esta fase transitoria es un período de construcción identitaria que suele basarse en la oposición y el tránsito entre las categorías y las normas de la sociedad. Al mismo tiempo, este lapso intermedio entre la infancia y la edad adulta constituye el espacio durante el cual los jóvenes individuos deben consolidar una identidad propia y encontrar un lugar en el espacio social.

Sujetos privilegiados de consumo, productores de culturas juveniles y de grupos de estilo, blancos de una gran parte de las políticas públicas, los jóvenes y el tiempo biográfico de fronteras difusas que define la juventud han adquirido actualmente una importancia singular. Sin embargo, aunque estos son valorizados como sujetos de todos los potenciales, los jóvenes son, a su vez, objeto de una fuerte estigmatización que los presenta como necesariamente rebeldes, actores principales de la violencia y víctimas de la precariedad.   

El número 4 de la revista RITA tendrá como objetivo generar una reflexión sobre los jóvenes y sus formas de movilización. Estas pueden ser reconocidas, reivindicadas, institucionalizadas o no; pueden referirse al dominio político o, por el contrario, estar ligadas a dimensiones lúdicas, deportivas o de recreación. Estas pueden también cruzar otras categorías sociales como la etnicidad, el género, la clase social o profesional.  

En la presente convocatoria para publicación nos proponemos privilegiar el término juventudes sobre el de jóvenes. Este énfasis en el plural busca suscitar reflexiones sobre movimientos colectivos o sobre formas de acción que se inscriban dentro de una perspectiva global y social más que personal. Este se justifica así mismo por las múltiples acepciones que puede incluir el término juventud, especialmente en lo que se refiere a la edad, a la definición de sus caractéristicas y al marco cultural, histórico, territorial, lingüistico y político en el cual se construye.

Con el fin de facilitar la comprensión de los modos de acción de estos actores múltiples, sugerimos tres ejes analíticos.

•    El primero se concentra sobre los modos de afirmación identitaria de la juventud: A través de qué étapas? Cuáles son sus símbolos? Cuáles son los grupos de referencia frente a los que l@o jóvenes se constituyen como sujetos colectivos?  
•    El segundo eje trata sobre las relaciones intergeneracionales y sobre las representaciones reciprocas de jóvenes y adultos.
•    Finalmente deseamos abordar el rol social de las mobilizaciones juveniles: Estas se fundan necesariamente en un rechazo a la sociedad? Están orientadas hacia un proyecto alternativo? O buscan perpetuar un cierto orden social?
 

Estas preguntas pueden ser abordadas en el tiempo y en el espacio, desde un punto de vista sociológico, antropológico, histórico, geográfico, político y económico. Los artículos pueden tratar, por ejemplo, del estudio de políticas públicas, de huelgas y manifestaciones de estudiantes en las Américas, de las estrategias de grupos étnicos, de movimientos skinheads, jóvenes religiosos, niños soldados, jóvenes feministas… Esta lista no es exhaustiva, es por eso que estamos abiertas a toda proposición que incluya una reflexión innovadora sobre las nociones de juventud y de movilización. Valorizaremos en particular los artículos que comporten una metodología empírica (etnografía, trabajo de campo) así como aquellos que adopten una perspectiva comparativa en el tiempo y/o en el espacio.    

Pedimos a los autores que estén interesados en esta convocatoria postular para una de las secciones de la revista (Dossier, Entre Guiones o Encuentro) e indicarnos su institución y su nivel académico.

Les recordamos también que pueden proponernos artículos de tema libre para cada una de las siguientes partes de la revista: Notas de investigación, Resúmenes de Tesis y Miradas sobre las Américas. 

Recibiremos sus proposiciones de artículo (una página) hasta el 15 de diciembre de 2009, en la dirección electrónica: Cet e-mail est protégé contre les robots collecteurs de mails, votre navigateur doit accepter le Javascript pour le voir .
 
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